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Escritora gaúcha disputa vaga na Academia Catarinense
20/11/2007

Quatro homens e uma mulher são candidatos a uma vaga na Academia Catarinense de Letras (ACL), mas só um deles terá direito a freqüentar o chá das cinco, que ocorre na última segunda-feira de cada mês. Neida Wobeto disputa a vaga entre com os escritores Gilberto Callado de Oliveira, Luiz Carlos Amorim, , Oswaldo Antônio Furlan e Olsen Jr. A eleição, em dois turnos, está prevista para novembro. O candidato vitorioso, obrigatoriamente, deve somar um mínimo de 20 votos – os nulos e em branco podem invalidar o processo e uma nova eleição será convocada. E como toda eleição é política, na ACL não é diferente. “Nem sempre o melhor literato entra. Depende da campanha”, opina o professor Lauro Junkes, presidente da entidade. Para se candidatar a uma vaga, o interessado deve ter expressão no meio cultural do Estado e ter publicado pelo menos um livro. Atualmente, a maioria dos acadêmicos da ACL é ligada à literatura, mas há também desembargadores, historiadores, um jornalista e um filósofo. Segundo Junkes, a finalidade de ser acadêmico não é só para ostentar o título. “A academia só existe se houver quem trabalhe por ela, principalmente para difundir a literatura”, considera o presidente. O chá organizado mensalmente é somente uma confraternização, o que vale é o trabalho pela cultura. Nas eleições deste ano, será feito, pela primeira vez, um debate com os candidatos, para que os eleitores possam decidir o voto. Modelo francês Assim como a Academia Brasileira de Letras, a entidade catarinense é inspirada no modelo francês, criado em 1635, com 40 vagas. A versão brasileira é de 1897, fundada por Machado de Assis, que a presidiu até sua morte, em 1908. A catarinense é de 1924. A Academia Catarinense de Letras (ACL) começou com uma versão vanguardista, com a participação de mulheres logo nos primeiros anos. Em 1927, duas escritoras ingressavam na academia, Maura de Senna Pereira e Delminda Silveira de Souza. Somente quase 50 anos depois a ABL elegeria a primeira mulher. Em 1974, Rachel de Queiroz, com 40 anos de literatura, entrou para o grupo. A vaga aberta com a morte de Almiro Caldeira tem como patrono Sebastião Callado (1851-1914). "Muito motivos levam um escritor a se candidatar a uma vaga em uma entidade tão conceituada. Posso citar a visibilidade literária que o cargo propicia. Espero também, sem falsa modéstia, colocar meu conhecimento a serviço do grupo" palavras de Neida Wobeto.

 

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