Poesias

DESAPEGO

“Tu te tornas eternamente responsável pelo que cativas"
Saint Exupéry

A morte é inevitável, mas devemos encará-la como transição e como o ciclo normal da Vida.
Passado o impacto da ausência, precisamos faxina armários e a própria vida.
Limpar gavetas, doar roupas que nem foram usadas, descartar peças quebradas e até mesmo lembranças materiais de outros que já partiram.
Aproveitando a faxina física, devemos faxinar sentimentos.
Será que os sentimentos que carregamos são realmente necessários?
O que guardamos nas gavetas do inconsciente?
Será que doamos o verdadeiro Amor aos nossos semelhantes?
Quais sentimentos adiamos para usar depois?
Será que quebramos o orgulho, pedindo desculpas?
Será que estamos matando nosso ego, deixando de lado o pronome pessoal da primeira pessoa do singular e usando menos os pronomes possessivos, pois afinal, nada nos pertence.
Citando Sartre: ”... Não importa o que a vida fez de você. O que realmente importa é como você reage com o que a vida fez de você.”.
Portanto, devemos aproveitar nossos momentos de “perdas” para nossa própria evolução.


11/07/2010

 

 

Todos os direitos reservados a Neida Rocha. Os textos podem ser copiados, desde que citado o nome da autora

site desenvolvido pela wwsites - sites para escritores